17 de outubro de 2012

Extremidades


O dia 17 de outubro é marcado como o dia da Erradicação da Pobreza, instituído oficialmente pela ONU em 1992. Não é um dia em que se comemora algo, pois a desigualdade social é um problema que afeta atualmente a maioria dos países. O Brasil não é um país pobre, mas sim absurdamente injusto quando se trata da distribuição de seus recursos entre a população, devido ao fenômeno da desigualdade social,  que é superior. O Brasil é a 6ª economia mundial, no entanto não é um pais desenvolvido em decorrência de sua enorme desigualdade, vide o índice de GINI que aponta o Brasil como sendo um dos mais desiguais do mundo, ou seja, é o 3° mais desigual com índice de 0,56. 


A foto acima é da favela de Paraisópolis, e do outro lado um condomínio de luxo na região do Bairro do Morumbi. São duas realidades extremas, não há semelhanças entre as duas realidades, entretanto uma não seria possível sem a outra. O resultado do trabalho das pessoas do lado esquerdo da foto proporciona o luxo e ostentação do outro, este é um dos resultados do sistema econômico capitalista.
O monopólio dos meios de comunicações nos traz a errante sensação que esta situação é a correta, todavia não podemos ser alienados e manter o senso comum é necessário que as pessoas tenham consciência das lutas de classes e da realidade, para isto o educador que é muitas vezes principal referencia, deve informar e instigar o senso critico com o objetivo de desenvolver principalmente os DIREITOS  e não os deveres que tantas vezes nos são lembrados.
Somente a desigualdade social pode explicar e “justificar” as fronteiras construídas por apenas um muro, quantos muros no mundo provocam esta sensação de “apartheid”? E estes são realmente necessários e justos? Para nós não possível aceitar estes extremos que poderiam ser modificados com simples atos por pessoas influentes, entretanto estas indagações não são interessantes já que o poder é exercido pela classe dominante que também detém o poder aquisitivo e mexer na distribuição de renda é intervir na rede de poderes. É quase um cenário irreal imaginar que em um país com as dimensões territoriais do Brasil existam pessoas que não tenham um local onde habitar, enquanto outros possuem terras que não são utilizadas para nenhum fim produtivo. É assim que vivemos em um país de extremos, em que muitos nem se incomodam com fatos assim.

Por Ana, Bianca, Carla, Érica, Jéssica e Márcia.

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