30 de novembro de 2012

Múltiplos olhares

Saberes diferentes.


Todas e todos, estudantes do 4º semestre do curso de pedagogia, fomos desafiadas/desafiados a fazer uma leitura crítica da palavra e do mundo, através textos, poesias, cordéis, anúncios, gestos, imagens, fotografias, crônicas do cotidiano, música, vídeos com entrevistas ou documentários, na construção de um blog, com o objetivo de refletirmos sobre as práticas e olhares inclusivos no contexto da exclusão, já que estamos em uma sociedade excludente, focando na identidade, memória, cultura, diversidade cultural, desigualdades sociais, linguagens urbanas, mundo do trabalho, o papel do pedagogo na empresa e cidadania.

Na reta final de entrega do projeto, observando a construção dos outros blogs, nós, do SABERES DIFERENTES, pensamos na grandeza de conhecimentos que esse desafio nos proporcionou. Todos os blogs estão subsidiados pela mesma proposta, assim, pode se esperar, trabalhos parecidos, com conteúdos e posicionamentos similares. Mas, não é o que acontece. São diversos olhares, diferentes concepções e experiências que constituem cada um dos grupos.
É preciso tornar a sala de aula um espaço bilateral de difusão do conhecimento. O docente precisa interagir com a vivência de cada educando para proporcionar prazer, o mais importante também é ter prazer, pois só assim é possível tornar gostosa e real a aprendizagem de alguns conteúdos. 
              A quimera de escolha da profissão somente por gostar de criança ou por amor, não é suficiente, é necessário mais do que amor, ensinar é reconhecer que a educação é uma ideologia, é estar de olhos abertos para não se alienar e não contribuir para a propagação da discriminação.Ter como base norteadora que “ser humano é ser junto”, que a praia dessa classe é o futuro, a busca pela liberdade e a prática docente é uma maneira de romper com as barreiras das desigualdades, tendo como maior desafio unir a ciência da origem com a política em educação. Terminando com que o talvez seja o verdadeiro sentindo da prática docente, a esperança no futuro e a possibilidade de repartir idéias para que todos possam ter acesso ao conhecimento. Juntos, compartilhando saberes diferentes.
Ana Paula, Bianca, Carla, Érica, Jéssica e Marcia.

29 de novembro de 2012

Não são erros.


No Brasil falamos português, isso todos sabem. Mas por algum motivo, estabeleceu-se que o português falado deve ser o mesmo que o português escrito. Isso quer dizer que, ao longo dos anos, a gramática e a língua foram tratadas como uma coisa só. O português que nós aprendemos na escola é chamado  de português padrão, cujas regras de composição são estabelecidas pela gramática. Já que, o fato é que a língua falada é muito mais viva e flexível do que as regras escritas. Portanto, língua falada e língua escrita são coisas totalmente diferentes. Contudo, no momento em que vemos uma luta imensa para acabarem os mais diversos tipos de preconceito, aquele do tipo linguístico continua desconhecido fora do âmbito escolar, e o que é pior, estimulado pelos meios de comunicação.
O termo preconceito linguístico é usado com mais frequência entre leitores que estudam a variação linguística, os fatores que a condicionam e as atitudes da sociedade em relação às variedades. Vivemos em uma sociedade capitalista, em que as pessoas criam conceitos previamente e sem fundamentos. Entende-se como preconceito linguístico o julgamento precipitados e maldosos de algumas pessoas, pois há uma alteração na variedade linguística.
Esse preconceito pode ocultar-se a vivência de uma descriminação social, pois é mais frequente que aconteça com indivíduos pobres, ou que vivem em regiões separadas dos grandes centros urbanos. Em nosso país temos uma enorme variação linguística, como sotaques e modos diferentes de falar de acordo com a região em contexto e essas diferenças devem ser respeitadas.
Na escola, educadores e educadoras devem cuidar para que o respeito pela variação linguística prevaleça e reforçar que não são "erros".
Para contribuir com o assunto, indicamos o livro do autor Marcos Bagno "Preconceito Linguístico - Como é, como se faz".




Ana Paula, Bianca, Carla, Érica, Jéssica e Marcia.

Sim, ela é negra.


Cida, uma mulher negra, vai trabalhar para Maria, uma senhora, sem filhos e viúva, e extremamente racista. A relação entre elas não é das melhores. Cida aguenta a todas as injúrias em silêncio, por precisar do dinheiro, até que um jogo de xadrez faz a situação mudar.



O filme “A Cor do Xadrez” apresentou cenas e situações que nos deixaram incomodadas, e em alguns momentos a situação gerou tanto desconforto que reagimos quase querendo participar da história e impedir que a velha viúva continuasse com as humilhações.
Para mudar a situação em relação ao racismo, precisamos unir nossas vozes nessa luta e reconhecer as diferenças sem semear a desigualdade. O conhecimento conquistado pela Cida sobre o jogo de xadrez fez com que ela virasse o jogo. Assim como jogar  xadrez envolve raciocínio, para combater o racismo precisamos pensar e entender as suas causas. Não podemos fechar os olhos para a intolerância e com ingenuidade acreditar na suposta democracia racial existente no país. Para causar alguma inquietação ao leitor, compartilhamos a contribuição do artista Gabriel – O Pensador na música "Racismo é burrice".


                                                               fonte



Ana Paula, Bianca, Carla, Érica, Jéssica e Marcia.


28 de novembro de 2012

O que sentimos...

...e o que sabemos


         Já falamos aqui no "SABERES DIFERENTES" de trabalho voluntário. Indicamos o livro do educador Antonio Carlos Gomes da Costa sobre trabalho voluntário nas escolas e divulgamos a ONG Skate Solidário que atua desde 2005 na cidade de São Bernardo do Campo.
Entendemos o trabalho voluntário como uma maneira de assumir nossa parcela de responsabilidade pela sociedade em que vivemos, é um posicionamento político. A ação voluntária, mostra a força que a sociedade tem para agir em relação ao que acontece à ela mesma, sem ter que esperar que o governo faça algo, ou sempre culpar "os outros" pelos problemas que tem.
Segundo a ONU o voluntário é o jovem, adulto ou idoso que, devido a seu interesse pessoal e seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração, a diversas formas de atividades de bem estar social ou outros campos.
Em novembro de 2011, algumas integrantes da equipe do SABERES DIFERENTES conheceram o trabalho da ONG TETO e desde então, o trabalho voluntário é parte essencial para a formação pessoal e profissional.
 TETO é uma organização presente na América Latina e Caribe, que busca superar a situação de pobreza em que vivem milhões de pessoas nas comunidades precárias, através da ação conjunta de seus moradores e jovens voluntários, e faz isso através da construção de casas de emergência e implementação de planos de habilitação social, tendo a convicção de que a pobreza pode ser superada definitivamente se a sociedade em conjunto reconhecer que este é um problema prioritário e trabalhar ativamente para resolvê-lo. 
Outra atividade que a ONG realiza antes da construção das casas de emergência e a Detecção Massiva. Nessa atividade, uma grande equipe vai para alguma comunidade já escolhida, fazer uma enquete com as famílias que moram ali, a fim de conhecer quem são essas pessoas, e identificar a situação de emergência da favela, para futuramente trabalhar junto a essas famílias.
No mês de fevereiro, aconteceu a primeira Detecção Massiva da ONG TETO do ano de 2012, dessa vez não era uma favela qualquer, era na Aldeia Tekoa Pyau, uma comunidade indígena, próxima ao Pico do Jaraguá no município de São Paulo. Afim de, saber e tentar imaginar como foi esse encontro de jovens universitários com as famílias indígenas que vivem em uma favela, pedimos a um dos voluntários que relatasse a experiência. Abaixo segue o breve e bonito relato sobre a experiência.

"Quando eu fui chamado para participar da Detecção Massiva (DM) de fevereiro eu nem sabia que dentre as comunidades havia uma aldeia indígena. O fato me espantou, pois jamais imaginei o TETO trabalhando em uma aldeia. Também não imaginava que ali, ao pé do Pico do Jaraguá encontravam-se famílias indígenas que viviam em condições muito ruins.
Visitamos a Aldeia algumas vezes antes da DM, e a cada visita, apesar de não conhecer tanto as pessoas, o sentimento de admiração era maior por elas, pela postura e educação que são tão presentes em todos. Aprendemos também algumas palavras com os mais jovens, que eram mais abertos a conversas.
Lá conhecemos um projeto que o curso de arquitetura da USP faz há algum tempo junto aos índios Guaranis. Um dos alunos que faz parte do projeto foi chamado pela liderança da aldeia para acompanhar nossas visitas.
Na primeira visita, várias coisas me surpreenderam. Entre elas, o fato de muitos índios que moram lá, não falarem português, apenas o guarani; Outro ponto foi o senso de coletivo que sentimos, desde a primeira vez, por parte da liderança comunitária, preocupada com os demais moradores em diversos aspectos de como o projeto que o TETO, se propunha a fazer alí podia influenciar na vida das pessoas.  
 Dentre essas observações, foi possível ver que a questão de nação indígena era muito presente, e transcendia nos depoimentos pessoais, seja quando citavam os vizinhos ou as demais aldeias espalhadas pelo estado (Mongaguá e Parelheiros, por exemplo, de onde muitos vieram). Era muito visível a preocupação deles com o coletivo, muito além do que só com a própria família, e não que isso seja de todo ausênte nos grupos que frequento, vejo alguns amigos com esse perfil, mas na aldeia isso foi muito maior, e a sensação foi a de uma grande “família” com vários núcleos familiares.  O que de certo ponto eu vi também como uma tentativa de “blindagem” ao restante da sociedade.
 A liderança pontuava, com certa preocupação e por diversas vezes como a influência dos hábitos praticados fora da aldeia alteravam as coisas por lá, principalmente no pensamento dos mais novos.
 Destacando os diversos aspectos, entre eles territoriais, culturais ou mesmo econômicos e quanto eles dependem de terceiros para definir seus direitos, algo que percebi ser dito com muita inquietação pela liderança.  Mas, para mim essa questão de posicionamento e de qual maneira eles participam na sociedade eu preferi não tirar conclusões precipitada, apesar de todas as nossas discussões ao redor do tema.
   Relativo aos aspectos culturais, na aldeia, que de fato é uma favela indígena, pela condição que as famílias vivem, há o Centro de Educação e Cultura Indígena (CECI), uma escola de educação fundamental, construída pelo governo do Estado, que era na verdade mais que uma simples escola, lá é o local que de alguma maneira a cultura indígena ainda com apoio da liderança e dos moradores é mantida e disseminada, tendo aulas em português e em guarani em um local planejado arquitetonicamente no formato de uma grande “oca”.
Além do CECI, outro local muito interessante culturalmente é a casa de reza, onde são feitas reuniões semanais e rituais indígenas, esses são realizados em datas especiais, mas não pudemos presenciar nenhum, mas o Izac, aluno da USP que nos acompanhou disse que já havia participado e considerava muito importante o aprendizado e as experiencias adquiridas ali.
Certamente a maior reflexão que pude fazer da experiencia que tive na aldeia foram tiradas das palavras do Tupã Mirin, o Alício, dizendo que: - A cultura do índio nunca irá morrer enquanto permanecer viva dentro dele (indígena), ele ressaltou muito que não importa o que vemos, a cultura é aquilo que sentimos e sabemos. Isso realmente me fez refletir sobre a inversão de valores que muitas vezes fazemos e nos faz viver cada vez mais rotineiramente sem dar importância a coisas realmente importantes."

Leonardo Matheus Rapozo, Voluntário da ONG - TETO


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foto: domínio público                                


Ana Paula, Bianca, Carla, Érica, Jéssica e Marcia.
TETO é uma organização presente na América Latina e Caribe, que busca superar a situação de pobreza em que vivem milhões de pessoas nas comunidades precárias, através da ação conjunta de seus moradores e jovens voluntári
TETO tem a convicção de que a pobreza pode ser superada definitivamente se a sociedade em conjunto reconhecer que este é um problema prioritário e trabalhar ativamente para resolvê-lo    TETO é uma organização presente na América Latina e Caribe, que busca superar a situação de pobreza em que vivem milhões de pessoas nas comunidades precárias, através da ação conjunta de seus moradores e jovens voluntáriTETO tem a nvicção de que a pobreza pode ser superada definitivamente se a sociedade em conjunto reconhecer que este é um problema prioritário e trabalhar ativa

15 de novembro de 2012

Adaptação na educação infantil

    A ligação entre a criança e escola

O primeiro ambiente que a criança frequenta sem a presença da família é a escola, este momento é muito importante, pois a criança passa por um período de adaptação e o acolhimento nesta fase é primordial, já que a criança esta saindo pela primeira vez do seu ambiente familiar.

Esta fase também é complicada para os pais, que pela primeira vez irão deixar seus filhos em um ambiente estranho, por mais que estes conheçam a escola e confiem em seus profissionais é uma fase de desconfiança. Já que não estarão presentes no cotidiano escolar. Muitas professoras incomodam-se com a desconfiança, entretanto é normal já que por muitas vezes seus filhos irão apegar-se por outra pessoa e esta distribuição de afetividade pode por muitas vezes incomodar principalmente as mães.

Cada escola tem um modo de acolhimento diferente, algumas aceitam a presença dos pais durante este período, enquanto outras não abrem as portas para observação presencial. O acolhimento é feito com atividades diversificadas que muitas vezes fogem da rotina escolar, nesta fase as professoras não obedecem a uma rotina regrada, muitas vezes é por meio de brincadeiras, hora no parque e brinquedoteca que a professora consegue adquirir a confiança dos pequenos. Desenvolvem atividades para que as crianças consigam interagir com os colegas e com os funcionários da escola.

 É necessário também que os professores e pais consigam desenvolver uma maneira para torna a separação menos dolorosa o possível para criança. Esta precisa sentir-se segura e a mãe e o pai precisam passar isto para criança por mais que seja difícil, a criança não pode notar o medo dos pais, já que para eles se os pais sofrem naquele momento é porque algo de errado além da ausência deles têm, a insegurança não pode ser sentida por mais que existam  o adulto deve controlar.

 Passado esta fase estamos em constante adaptação, os pequenos entram no ritmo da escola, por este motivo é tão importante uma rotina escolar para que estes não fiquem ansiosos e sintam-se segurança nas atividades que serão realizadas durante o dia. É preciso que a professora institua regras com as crianças e que estas expressem suas opiniões e vontade, a rotina pode ser elabora com a ajuda deles, é preciso também desenvolver a autonomia da criança, para que ela tenha o cuidado com os seus pertences e sinta-se parte do espaço escolar, que com pequenos atos torne aquele espaço físico em um ambiente agradável.
 Algumas integrantes do grupo já passaram por estes períodos, o acolhimento é visto por elas como um dos processos mais importantes em que a escola e os pais precisam atravessar juntos, a confiança é sempre a base de um bom relacionamento entre as partes e principalmente a verdade que deve ser sempre dita tanto pelos pais quanto pelas professoras que necessitam ter um conhecimento teórico para não ser desagradáveis e não opinar sobre questões familiares.

Ana Paula, Bianca, Carla, Érica, Jéssica e Marcia.

IX Sou Show Afro Metodista



Nós, alunas do quarto período de pedagogia, fomos convidadas pela professora Silvia para participar do IX Sou Show Afro que acontece anualmente na Universidade Metodista no Campus do Rudge Ramos, o evento é organizado pelo Núcleo de Arte e cultura em parceria com o Núcleo de Formação Cidadã e com a associação de funcionários da Universidade. O Sou Show Afro foi criado para promover o encontro da comunidade afro- brasileiro presente na Metodista e Região e também para celebrar o mês da consciência Negra.
Durante o show os apresentadores faziam perguntas sobre a cultura negra. Foi lembrada durante a apresentação a Lei 10.639 que alterou o currículo oficial das redes de ensino que tornando a obrigatório o ensino de história da África e da história da cultura afro-brasileira, a lei contribui para o fim do preconceito racial e afirmação da identidade e orgulho de nossas origens, nós como futuros educadores temos o dever moral e político de combater qualquer forma de racismo e discriminação, pois num futuro próximo estaremos em sala de aula e teremos alunos de várias etnias e classe sociais.
Foi um encontro marcado pelo respeito e inclusão, com ritmos contagiantes que não deixavam ninguém parado, um moçambicano nos brindou com música em seu dialeto, foi possível ver o respeito á diversidade cultural.
No final do show, tivemos uma apresentação de dança e capoeira onde se via a interação de várias raças: japonesa, estrangeiros, negro, mulato branco, todos dançando e lutando capoeira numa verdadeira festa de respeito. Naquela noite conseguimos notar a vontade de quebrar barreiras do preconceito e a união de diversas etnias, foi uma grande festa. 
  Seguem algumas fotos que tiramos durante a festa.


foto: arquivo pessoal


Ana Paula, Bianca, Carla, Érica, Jéssica e Marcia.

Revolução Industrial e Educação



          
fonte: domínio público
          
          A Revolução Industrial surgiu na Inglaterra, no século XVIII, com o aparecimento de inovações tecnológicas movidas a vapor, por possuir grandes reservas de carvão mineral, principal fonte de combustível na época, e grandes reservas de minério de ferro.
          Com o surgimento dessas tecnologias, o trabalho realizado pelos artesãos foi substituído por máquinas industriais que trabalhavam com mais velocidade e com custos muito mais baixos. Porém, essas máquinas custavam muito caro e só podiam ser adquiridas pela burguesia, que tinham muito mais capital para investirem.
A partir da implantação da industrialização nos processos de fabricação das mercadorias, os artesãos, em dificuldades com a concorrência desleal da indústria, foram obrigados a trabalhar operando esses equipamentos em troca de um salário que muitas vezes não correspondiam com a margem de lucro gerada aos donos das fábricas. Quando as mercadorias eram feitas de forma artesanal, os trabalhadores tinham exata noção dos custos envolvidos no processo de fabricação, com isso conseguiam preços mais justos.
Esse modelo econômico industrial permanece até os dias de hoje inalterado, privilegiando os empresários, que visam lucros exorbitantes, contra os trabalhadores que buscam melhores condições de trabalho e salário. Durante esses quase duzentos anos, os trabalhadores conseguiram alguma evolução nos seus direitos, mas ainda é preciso maior igualdade social para que tenhamos melhor qualidade de vida e justiça social.
Para os artesãos aprenderem a operar essas novas máquinas, era necessário que eles pudessem adquirir conhecimentos sobre o funcionamento delas e para isso era necessário criar uma estrutura para ensiná-los. Com isso, os empresários foram obrigados a investir em treinamento para todos os trabalhadores, criando escolas técnicas, porém, eles tinham o objetivo de apenas ensinarem a usar as máquinas. As escolas naquela época não tinham a ambição de transmitir conhecimentos sobre o trabalho de uma maneira ampla para melhor capacitação do operário.
No Brasil, até pouco tempo atrás, as escolas falhavam nesse sentido, não incentivam e não cobravam que os alunos pudessem entender realmente o conteúdo de maneira mais critica e abrangente.

Ana Paula, Bianca, Carla, Érica, Jéssica e Marcia.

Experiência


           Após escrever alguns textos para o blog o grupo sente-se confortável em expor um pouco da vida pessoal e seu olhar sobre a educação. Um grupo com uma formação bem diversificada e história de vida tão distinta uniu-se para escrever, o que escrevemos é nossa crença sobre determinado assunto que se encaixa no eixo norteador, sempre com a contribuição de nossa utopia e experiência, segundo Jorge Larossa “A experiência é o que nos passa, o que nos acontece, o que nos toca. Não o que se passa não o que acontece, ou o que toca. A cada dia se passam muitas coisas, porém, ao mesmo tempo, quase nada nos acontece”.

O que nos acontece...

Pelo menos sete anos da minha vida sofri calada juntamente com a minha mãe. Meu pai ficava cismado com qualquer coisa. O álcool o transformava. E mais uma vez, minha mãe sofria com a violência e acusações injustas. Ela tentou por diversas vezes fugir de casa, mas sempre era em vão, pois meu pai nos encontrava.
Tudo estava entrando nos eixos, meu pai estava mais tranquilo, mas no final do ginásio recebemos uma notícia em casa meu pai foi assassinado numa briga de bar ao lado da escola onde eu estudava. Fiquei um tempo sem ir à escola, entrei em depressão, todo mundo ficou sabendo do acontecido e depois de uns 15 dias, mais ou menos, a professora procurou a minha mãe e foi até em casa, conversou bastante comigo e voltei para escola, para terminar o ginásio. A escola era o único lugar em que me sentia protegida.

O que nos passa...

Iniciei a faculdade ainda quando nova, porém precisei trancar, pois estava grávida e meu filho se constituiu em prioridade. Fui morar com o pai dele e não conseguir conciliar as funções, passado algum tempo a relação desgastou e separamos, mudei de cidade e novamente insisti na faculdade, agora pedagogia em uma federal, estava super feliz e contente certa da minha capacidade.Fique noiva de homem que morava na cidade, quando já não esperava resolvi deixar tudo de novo e abandonar a faculdade no penúltimo ano e voltar para o meu marido em São Paulo. Agora com o seu apoio estou na faculdade novamente e certa que desta vez tudo dará certo.

O que nos toca...

Desde cedo convivo com pessoas simples assim, como eu e minha família, minha educação escolar foi tranquila e vida familiar também. Como muito esforço meus pais conseguiram conquistar suas coisas e passaram o valor do trabalho para mim e meus irmãos. Atualmente, assim como eu estou fazendo faculdade, meus irmãos também conseguiram ingressar na universidade, minha irmã faz gastronomia com bolsa pelo PROUNI e meu irmão faz engenharia em uma universidade federal. O que aprendemos é sempre valorizar o que temos e lutar pelo melhor de forma digna e respeitosa, sempre acreditando na educação.

Não o que acontece...

Nasci na favela em São Paulo e fui criada com meus pais e meus irmãos, desde muito cedo presenciei os dois lados da sociedade, vi o lado do crime e o do que era correto. Meus pais sempre nos incentivaram para ter o melhor e construir o melhor com nosso esforço, na escola sempre fui dedicada e adorava, até que aparecer uma professora sem sensibilidade nenhuma que me marcou muito.
Infelizmente nem todos os filhos são como os pais querem, e o meu irmão desviou do caminho apesar de todas as orientações e educação que recebemos em casa. Desde meus 11 anos, sei o que é a dor de uma mãe e de um pai em perder seu filho para o mundo do crime. Aos 15 anos ele foi para FEBEM foi lá que ele terminou o ensino fundamental e médio, talvez por este motivo gosto tanto do educador social. Atualmente, ainda vive esta situação de privação da liberdade. Não é fácil para família que já sofreu e que ainda chora por ele, além do preconceito que existe, pelo qual passamos. Eu me recuso a aceitar que este seja o destino de alguém, mesmo quando está é a sua opção de vida como no caso da nossa família. Que um dia ele acerte o trilho da sua vida, que possa se transformar e somar na sociedade com uma vida realmente digna.
Não consigo entender como ele se perdeu, minha irmã é formada em recursos humanos e eu sonho em conseguir através da educação resgatar pessoas como meu irmão, que por um acaso da vida desviaram do caminho. Não é fácil aceitar a realidade que vivemos de braços cruzados e eu acredito muito que a educação pode contribuir para transformar algumas realidades.


Não o que se passa...

A única pessoa que eu tinha na vida morreu e eu tive que morar em um orfanato, com apenas oito anos de idade. Isso me prejudicou na escola, pois fui transferida no meio do ano letivo, fiquei desanimada me desinteressei totalmente pelos estudos.
No ensino médio passei estudar no período noturno, não tinha motivação e os professores pareciam estar lá por obrigação e somente por isso, o que me consolava eram os amigos que havia feito. Depois de concluir o ensino médio fiz um ano de cursinho pré-vestibular e logo depois entrei na universidade e agora estou no curso de Pedagogia, conhecendo, aprendendo mais sobre educação, compartilhando minha experiência, e crescendo como ser humano. Estar no curso me faz acreditar cada vez mais na educação e no papel do educador na sociedade.

Não o que toca...

Meu desejo de ser professora vem de pequena, sempre quis ser professora! Ainda me lembro com muito carinho das brincadeiras e nelas sempre estava eu, de professora é claro. Sempre fui um pouco descabeçada em relação aos estudos, no ensino médio acabei parando de estudar, consegui um emprego e fui trabalhar para ajudar meus pais e ter a minha independência como todo jovem quer ter. Trabalhar não foi tão fácil como pensei, não consegui conciliar e acabei reprovando.
Logo depois acabei ficando grávida de um menino que hoje é minha vida! Ele é a minha inspiração, sem ele eu não seria nada. Logo depois que o ganhei voltei á trabalhar, ser mãe não é fácil assim como nos comerciais! Meus pais sempre me apoiaram, sinceramente não sei o que seria de mim sem eles. Com o tempo me bateu um forte desejo de voltar a estudar, de ser alguém melhor e dar referencias ao meu filho. E no ano de 2009 através da EJA, consegui concluir o ensino médio e foi através desse episódio que me bateu o desejo forte de ser uma educadora. Eu fiquei fascinada com a forma com que as professoras ensinavam aquelas pessoas, como eles respeitavam a cultura de cada um, sem falar no carinho que eles transmitiam para com seus alunos e isso é muito gratificante. Saber que ainda existem professores que acreditam na educação.

 Para Jorge Larousse “O conhecimento é comum, mas a experiência é para cada qual sua, singular e de alguma maneira impossível de ser repetida. O saber da experiência é um saber que não pode separar-se do indivíduo concreto de quem encarna.” Desta maneira mesmo com a mesma graduação e vivências do cotidiano na faculdade a experiência será única para cada uma.


                                                                         Foto: Arquivo pessoal




Ana Paula, Bianca, Carla, Érica, Jéssica e Marcia.

Do estágio a formação.

O estágio é uma fase extremamente fundamental em qualquer formação. Pois, será no estágio que o aluno entra em contato com a realidade da profissão e pode por em prática todo o aprendizado que foi construído durante o curso superior.
Com a pedagogia não é diferente. É a partir das observações do estágio que o educando constrói sua práxis pedagógica, lançando mão dos conhecimentos referentes às abordagens pedagógicas, métodos e estratégias de ensino, além de conceitos norteadores que o auxiliaram a moldar o seu perfil como docente.
Na área da pedagogia passamos por três estágios fundamentais: na educação infantil, nas séries iniciais do ensino fundamental e na gestão escolar. Isso porque será em um desses setores que o estagiário atuará.
O estágio proporciona também que as observações colhidas sejam trazidas para dentro da sala de aula e discutida dentro da universidade. E serão essas discussões entre teoria e pratica que resultaram em um novo olhar para a práxis pedagógica.


Ana Paula, Bianca, Carla, Érica, Jéssica e Marcia.

Nosso olhar sobre a cidade


A nós, perguntaram o que não gostávamos em nossa cidade, a resposta não foi difícil, enumeramos dezenas de problemas, porém existe algo que nos incomoda mais, a indiferença e a falta de importância dada a uma parcela da população, um fenômeno que identificamos como invisibilidade social.

Arquivo pessoal.
A foto acima é do Bairro Baraldi, localizado no final da Estrada do Montanhão que começa no Jardim Silvina, em São Bernardo do Campo, atravessa o bairro Baraldi e vai até a Estrada do Pedroso, em Santo André, e foi tirada em fevereiro de 2012.
O local da foto fica muito próximo do trecho Sul do Rodoanel, os moradores sobrevivem em condições extremamente precárias, o piso dos barracos de madeira são de barro e estão às margens de uma represa com risco permanente de alagamento, a água que bebem passa por dentro de fossas, além disso, também convivem com a infestação de animais nocivos e acessibilidade extremamente precária.
 A situação que encontramos quando chegamos ao local era triste, como futuras educadoras, pensamos como tornar significativa a aprendizagem de crianças que convivem com tal realidade? O capital humano sem dúvidas é rico e pode ser explorado, mas para isto é necessário que o educador conheça a realidade em que a criança está inserida. Não se pode ignorar a realidade apresentada, e trabalhar conteúdos sem relação com o que já conhecem. É necessário identificar seus conhecimentos prévios.
A realidade deles pode ser relacionada com vários conteúdos, tornando-os agentes históricos na construção do seu próprio conhecimento. Entretanto, precisamos instruir e motivar a criação do senso critico, para que moradores destas regiões tenham consciência do seu papel social e de seus direitos como cidadão.
Há quem possa imaginar que seja alguma ocupação recente, ou que as pessoas que ali foram despejadas recentemente de algum outro lugar, e que por isso estejam exigindo moradia. Muito pelo contrário, as famílias estão a cerca de trinta anos nas condições precárias já mencionadas, estas se encontram negligenciadas por trinta anos e por diferentes governos eleitos, que fizeram inúmeras promessas de melhorias.
Ironicamente o progresso chega ali por meio do Trecho Sul do Rodoanel, enquanto os habitantes dali nada recebem de melhorias sociais, habitacionais e educacionais, as moradias precárias continuam a existir no local e estão invisíveis aos olhos do restante da sociedade.
A invisibilidade social está instituída na sociedade e aparenta ser algo normal. Passar na rua e ver crianças dormindo nas calçadas ou saber da existência de inúmeras famílias em situação de pobreza e não fazer nada é violar os direitos humanos à elas também estendidos. É preciso voltar a enxergar quem está invisível, e fazer com que os seus direitos sejam garantidos. 
Mesmo diante de tanta indiferença, é possível encontrar na cidade grupos que se movem para minimizar algumas das tristes realidades encontradas.

Voluntariado

A conscientização modifica a realidade.

Na tentativa de construir um mundo muito mais humano, 12 pessoas se juntaram e se organizaram para desenvolver um grande projeto. Das ideias iniciais, vontade e muita pesquisa, a ONG Skate Solidário foi construída e atua em São Bernardo do Campo desde 2005.


http://www.skatesolidario.org.br/noticias/index.php


            A organização não governamental atua para contribuir na formação de crianças e jovens para que trabalhem como agentes de transformação social.
O Skate solidário tem ações não apenas voltadas para o esporte, organizam diferentes projetos na área de educação, cultura e lazer.
Para exemplificar a ligação entre as diferentes frentes de trabalho da ONG, temos a “Casa do Skate”, que tem como ferramentas de trabalho a leitura, a inclusão digital, a capoeira, o skate e outros meios para resgatar crianças e jovens em vulnerabilidade social.
Para ser solidário não são necessários muitos requisitos nem experiência, o trabalho voluntário é uma das formas de assumir suas responsabilidades na sociedade. E o primeiro passo para uma mudança na sociedade, é saindo da inércia. E como vimos, não precisamos ir muito longe para encontrarmos ações e pessoas interessadas em melhorar algo que incomoda. É uma das poucas coisas boas de fato que podemos encontrar em nossa cidade.

Ana Paula, Bianca, Carla, Érica, Jéssica e Marcia.


Primeiro de Maio



“No grande dia Primeiro de Maio, não eram bem seis horas e já o 35 pulara da cama, afobado. Estava bem disposto, até alegre, ele bem afirmara aos companheiros da Estação da Luz que queria celebrar e havia de celebrar.”

O trecho acima é de Mário de Andrade, poeta, romancista e um dos criadores do modernismo no Brasil. O trecho pertence ao texto 1º de Maio, que faz referência ao dia do trabalhador em 1935. Nessa época acontecia a Intentona Comunista, ou “plano insensato”, um movimento armado chefiado por Luis Carlos Prestes para tirar Getúlio Vargas da presidência. O Conto relata a tentativa de um trabalhador de chegar até a comemoração do dia primeiro de Maio e as inúmeras coisas que aconteceram nesse trajeto. Confira o texto na integra clicando no link a seguir, Primeiro de Maio - Mário de Andrade.

Ana Paula, Bianca, Carla, Érica, Jéssica e Marcia.

História em Quadrinho


Aprender com Prazer

Desde a pré-história, os desenhos eram usados para contar alguma história, é o que chamamos de pinturas rupestres, que podem ser consideradas pioneiras das histórias em quadrinhos (HQ). Na metade do século XIX, surgem as histórias em quadrinhos através do italiano Ângelo Agostini, com “as aventuras de Nhô Quim”, publicada em janeiro de 1869.  Inicialmente a característica principal das histórias em quadrinho era o teor humorístico.
Por muito tempo, as HQs não eram consideradas uma ferramenta importante de leitura, por alguns educadores é considerada apenas um lazer ou distração para a criança. Uma visão distorcida, pois as crianças se identificam facilmente com esse tipo de texto e devem ter acesso aos mais variados tipos de leitura.
A HQ é um instrumento fundamental para o processo de desenvolvimento da escrita e leitura. Antes mesmo de aprender a ler e escrever, a criança identifica nas sequencia de imagens o sentido da história, assim organiza seu pensamento e exercita a sua capacidade de observar, interpretar e desenvolver sua criatividade.
A leitura de histórias em quadrinhos além de desenvolver diferentes aspectos da capacidade da criança, pode também contribuir com seu senso crítico. Temos como exemplo a personagem MAFALDA, do argentino Quino. A personagem aparece em diferentes histórias e tirinhas, com posicionamento crítico e conteúdo político da sociedade. Daí, a relevância de pesquisar diferentes tipos de histórias em quadrinho, não ficar apenas com os mais conhecidos como, Maurício de Souza, Ziraldo com o Menino Maluquinho ou os super heróis da Marvel. Abaixo uma tirinha da famosa Mafalda.











Ana Paula, Bianca, Carla, Érica, Jéssica e Marcia.

O ato de ler


O ato da leitura, sem dúvida é de grande importância na formação educacional do homem, porém, como falar de leitura na educação infantil? Neste momento da vida em que as crianças estão descobrindo o mundo, e novas sensações as histórias surgem como um novo mundo.
As crianças conseguem fantasiar, “vivenciar no mundo delas” diferentes papéis que não desempenham na realidade, são animais, princesas, super heróis, adultos, enfim são crianças. As histórias contadas por adultos assumem outro significado e muitas vezes se tornam uma verdade para as crianças.
A contação de histórias pode assumir um papel revelador e denunciante, pois ela pode perceber e fazer ligações do real com o imaginário, auxiliando quem está em volta da criança na sua formação. Por isto educadores e familiares devem se empenhar nesta tarefa de estimular a criação e imaginação dos pequenos.
Possibilitar o acesso a este objeto é instigar o desejo de ler, assim os responsáveis devem demonstrar a paixão pelos livros e incentivar esse amor desde cedo, através da criação de ambientes convidativos e atraentes e acessíveis para manuseio dos livros pelas crianças. O livro deve ser um objeto acessível para que possa fazer parte do cotidiano infantil, assim as crianças fazem a leitura aproximando-se do fantástico e vivendo o inesperado, associando o real do fictício.                      
O ato de ler não seria somente pelas letras, mas sim pela leitura de mundo de cada indivíduo, segundo Paulo Freire, patrono da educação brasileira, no livro o ato de ler “impor a eles nossa compreensão em nome da sua libertação é aceitar soluções autoritárias como caminho de liberdade”, desta maneira cada criança terá sua própria leitura e ressignificação para a história ou livro de acordo com sua realidade.



Ana Paula, Bianca, Carla, Érica, Jéssica e Marcia.

Fanzine

Oficina de Fanzine

Neste semestre nos foram propostas várias atividades diversificadas, umas das atividades que mais nos tocou foi à produção de Fanzines. Os Fanzines foram apresentados a nós numa aula muito agradável, com o profa. Marta Regina Paulo da Silva e os convidados prof. Elydio dos Santos Neto e o prof. e desenhista Gazi Andraus.
O Fanzine seria uma revista editada por um fã (fã, em português). Trata-se de uma publicação despretensiosa, eventualmente sofisticada no aspecto gráfico, dependendo do poder econômico do respectivo editor (faneditor). Engloba todos os tipos de temas, assumindo usualmente, mas não necessariamente, uma determinada postura política, com especial incidência em histórias em quadrinhos (banda desenhada), ficção científica, poesia, música, feminismo, vegetarianismo, veganismo, cinema, jogos de computador. Fonte Wikipedia.
No término da aula, os professores nos provocaram a fazer os nossos próprios fanzines, fomos todos para biblioteca e participamos de uma oficina de fanzine, a tarefa era produzir uma biografia de nosso percurso escolar e apresentar em uma determinada aula os mesmos, socializando com toda a turma. Não foi uma tarefa fácil, pois precisávamos buscar em nossas mentes fatos já esquecidos, fotos, etc ..., a segunda parte era pensar como queríamos apresentar essa trajetória, os professores deixaram bem claro que a criação era livre, desde uma pequena caixa, até um convite, uma flor, móbile, etc..., o importante era que o produto final fosse de própria autoria.
No dia da apresentação houve trabalhos desde os mais simples aos mais elaborados, cada um com sua singularidade, nessa socialização tivemos oportunidades de conhecer além da história escolar de nossos colegas de classe, a vida pessoal, cada um com suas tristezas e alegrias.
Os Biograficzines podem ser trabalhados com as turmas da EJA, de forma com que os alunos pensem em suas experiências de vida, e transforma em algo criativo,  para compartilhar com a sala e o professor, é uma forma de aprendermos todos juntos, no dialogo com seus semelhantes nos faz perceber que “ninguém educa ninguém, ninguém tampouco se educa sozinho, os homens e as mulheres de educam entre si, mediatizados pelo mundo”. Freire (1993).

As fotos abaixo são Biograficzines que nosso grupo produziu na oficina.


                                                                                                                                 Foto: Arquivo Pessoal

                                                                                                                                            

                                                                                                                                              Ana Paula, Bianca, Carla, Érica, Jéssica e Márcia.

13 de novembro de 2012

Biografia

Antonio Carlos Gomes da Costa.

modusfaciendi


Nascido no ano de 1949 em Belo Horizonte, Antônio Carlos Gomes da Costa, desistiu no segundo ano de Medicina, e decidiu fazer Pedagogia. Foi professor de supletivos e dos ensinos fundamental e médio. Mais tarde, mudou-se para Ouro Preto em Minas Gerais, onde dirigiu a escola da então FEBEM. Acabou tornando-se presidente da entidade durante o governo de Tancredo Neves (1983-1984) no Estado.
Além disso, também foi secretário da Educação de Belo Horizonte, oficial de projetos do UNICEF e consultor da OIT (Organização Internacional do Trabalho) e da UNESCO. Escreveu livros e, em 1998, ganhou o Prêmio Nacional de Direitos Humanos.
Tornou-se um membro do Comitê Internacional dos Direitos da Criança. Nos últimos anos, havia aberto uma empresa de consultoria, a Modus Faciendi, que presta serviço a empresas como Odebrecht, Bradesco, Telefônica, Votorantim e Instituto Ayrton Senna, entre outros.
Antônio Carlos Gomes da Costa participou na construção do que é considerado um dos códigos mais avançados do mundo no que diz respeito à proteção da infância e da juventude: o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). O pedagogo mineiro foi um dos redatores da lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que instituiu o estatuto.
A Fundação Antônio Carlos e Maria José Gomes da Costa (FAMJ), também foi criada pelo educador Antônio Carlos e sua esposa Maria José, ambos são presidentes da instituição, a mesma nasceu pelo fato de Antônio Carlos e Maria José serem um casal que não tem filhos biológicos, decidindo então, prosseguir o trabalho em favor da infância e da juventude depois que partirem desse mundo. Para isso, instituíram a Fundação que capacita jovens para atuar no campo do desenvolvimento sustentável em suas dimensões econômica, social, política, ambiental e cultural, tendo como instrumento básico de ação o trabalho educativo.
Autor de dezenas de livros e artigos, Antônio Carlos Gomes da Costa, escreveu sobre o atendimento, a promoção e a defesa dos direitos da população infanto-juvenil, publicados no Brasil e no exterior.
Uma de suas obras que mais nos chamou atenção é o livro “Revolição – A Revolução da Vontade”, que trata a relevância fundamental do trabalho voluntário nas escolas como uma forma de mudar a sociedade de um modo significativo, e a educação como prática para a solidariedade. Recomendamos para leitura, click e leia a obra completa, Revolição – A Revolução da Vontade.


Ana Paula, Bianca, Carla, Jéssica e Márcia.