No Brasil falamos
português, isso todos sabem. Mas por algum motivo, estabeleceu-se que o
português falado deve ser o mesmo que o português escrito. Isso quer dizer que,
ao longo dos anos, a gramática e a língua foram tratadas como uma coisa só. O
português que nós aprendemos na escola é chamado de português padrão,
cujas regras de composição são estabelecidas pela gramática. Já que, o fato é
que a língua falada é muito mais viva e flexível do que as regras escritas.
Portanto, língua falada e língua escrita são coisas totalmente diferentes.
Contudo, no momento em que vemos uma luta imensa para acabarem os mais diversos
tipos de preconceito, aquele do tipo linguístico continua desconhecido fora do
âmbito escolar, e o que é pior, estimulado pelos meios de comunicação.
O termo preconceito
linguístico é usado com mais frequência entre leitores que estudam a variação
linguística, os fatores que a condicionam e as atitudes da sociedade em relação
às variedades. Vivemos em uma sociedade capitalista, em que as pessoas
criam conceitos previamente e sem fundamentos. Entende-se como preconceito
linguístico o julgamento precipitados e maldosos de algumas pessoas, pois há
uma alteração na variedade linguística.
Esse preconceito pode
ocultar-se a vivência de uma descriminação social, pois é mais frequente que
aconteça com indivíduos pobres, ou que vivem em regiões separadas dos grandes
centros urbanos. Em nosso país temos uma enorme variação linguística, como
sotaques e modos diferentes de falar de acordo com a região em contexto e essas
diferenças devem ser respeitadas.
Na escola, educadores e educadoras devem cuidar para que o respeito pela variação linguística prevaleça e reforçar que não são "erros".
Para contribuir com o assunto, indicamos o livro do autor Marcos Bagno "Preconceito Linguístico - Como é, como se faz".

Ana Paula, Bianca, Carla, Érica, Jéssica e Marcia.
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