29 de novembro de 2012

Não são erros.


No Brasil falamos português, isso todos sabem. Mas por algum motivo, estabeleceu-se que o português falado deve ser o mesmo que o português escrito. Isso quer dizer que, ao longo dos anos, a gramática e a língua foram tratadas como uma coisa só. O português que nós aprendemos na escola é chamado  de português padrão, cujas regras de composição são estabelecidas pela gramática. Já que, o fato é que a língua falada é muito mais viva e flexível do que as regras escritas. Portanto, língua falada e língua escrita são coisas totalmente diferentes. Contudo, no momento em que vemos uma luta imensa para acabarem os mais diversos tipos de preconceito, aquele do tipo linguístico continua desconhecido fora do âmbito escolar, e o que é pior, estimulado pelos meios de comunicação.
O termo preconceito linguístico é usado com mais frequência entre leitores que estudam a variação linguística, os fatores que a condicionam e as atitudes da sociedade em relação às variedades. Vivemos em uma sociedade capitalista, em que as pessoas criam conceitos previamente e sem fundamentos. Entende-se como preconceito linguístico o julgamento precipitados e maldosos de algumas pessoas, pois há uma alteração na variedade linguística.
Esse preconceito pode ocultar-se a vivência de uma descriminação social, pois é mais frequente que aconteça com indivíduos pobres, ou que vivem em regiões separadas dos grandes centros urbanos. Em nosso país temos uma enorme variação linguística, como sotaques e modos diferentes de falar de acordo com a região em contexto e essas diferenças devem ser respeitadas.
Na escola, educadores e educadoras devem cuidar para que o respeito pela variação linguística prevaleça e reforçar que não são "erros".
Para contribuir com o assunto, indicamos o livro do autor Marcos Bagno "Preconceito Linguístico - Como é, como se faz".




Ana Paula, Bianca, Carla, Érica, Jéssica e Marcia.

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