fonte: domínio público
A Revolução Industrial
surgiu na Inglaterra, no século XVIII, com o aparecimento de inovações
tecnológicas movidas a vapor, por possuir grandes reservas de carvão mineral,
principal fonte de combustível na época, e grandes reservas de minério de
ferro.
Com o surgimento
dessas tecnologias, o trabalho realizado pelos artesãos foi substituído por
máquinas industriais que trabalhavam com mais velocidade e com custos muito
mais baixos. Porém, essas máquinas custavam muito caro e só podiam ser
adquiridas pela burguesia, que tinham muito mais capital para investirem.
A partir da
implantação da industrialização nos processos de fabricação das mercadorias, os
artesãos, em dificuldades com a concorrência desleal da indústria, foram
obrigados a trabalhar operando esses equipamentos em troca de um salário que
muitas vezes não correspondiam com a margem de lucro gerada aos donos das
fábricas. Quando as mercadorias eram feitas de forma artesanal, os
trabalhadores tinham exata noção dos custos envolvidos no processo de
fabricação, com isso conseguiam preços mais justos.
Esse modelo econômico
industrial permanece até os dias de hoje inalterado, privilegiando os
empresários, que visam lucros exorbitantes, contra os trabalhadores que buscam
melhores condições de trabalho e salário. Durante esses quase duzentos anos, os
trabalhadores conseguiram alguma evolução nos seus direitos, mas ainda é
preciso maior igualdade social para que tenhamos melhor qualidade de vida e
justiça social.
Para os artesãos
aprenderem a operar essas novas máquinas, era necessário que eles pudessem
adquirir conhecimentos sobre o funcionamento delas e para isso era necessário
criar uma estrutura para ensiná-los. Com isso, os empresários foram obrigados a
investir em treinamento para todos os trabalhadores, criando escolas técnicas,
porém, eles tinham o objetivo de apenas ensinarem a usar as máquinas. As
escolas naquela época não tinham a ambição de transmitir conhecimentos sobre o
trabalho de uma maneira ampla para melhor capacitação do operário.
No Brasil, até pouco
tempo atrás, as escolas falhavam nesse sentido, não incentivam e não cobravam
que os alunos pudessem entender realmente o conteúdo de maneira mais critica e
abrangente.
Ana Paula, Bianca, Carla, Érica, Jéssica e Marcia.

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