15 de novembro de 2012

Revolução Industrial e Educação



          
fonte: domínio público
          
          A Revolução Industrial surgiu na Inglaterra, no século XVIII, com o aparecimento de inovações tecnológicas movidas a vapor, por possuir grandes reservas de carvão mineral, principal fonte de combustível na época, e grandes reservas de minério de ferro.
          Com o surgimento dessas tecnologias, o trabalho realizado pelos artesãos foi substituído por máquinas industriais que trabalhavam com mais velocidade e com custos muito mais baixos. Porém, essas máquinas custavam muito caro e só podiam ser adquiridas pela burguesia, que tinham muito mais capital para investirem.
A partir da implantação da industrialização nos processos de fabricação das mercadorias, os artesãos, em dificuldades com a concorrência desleal da indústria, foram obrigados a trabalhar operando esses equipamentos em troca de um salário que muitas vezes não correspondiam com a margem de lucro gerada aos donos das fábricas. Quando as mercadorias eram feitas de forma artesanal, os trabalhadores tinham exata noção dos custos envolvidos no processo de fabricação, com isso conseguiam preços mais justos.
Esse modelo econômico industrial permanece até os dias de hoje inalterado, privilegiando os empresários, que visam lucros exorbitantes, contra os trabalhadores que buscam melhores condições de trabalho e salário. Durante esses quase duzentos anos, os trabalhadores conseguiram alguma evolução nos seus direitos, mas ainda é preciso maior igualdade social para que tenhamos melhor qualidade de vida e justiça social.
Para os artesãos aprenderem a operar essas novas máquinas, era necessário que eles pudessem adquirir conhecimentos sobre o funcionamento delas e para isso era necessário criar uma estrutura para ensiná-los. Com isso, os empresários foram obrigados a investir em treinamento para todos os trabalhadores, criando escolas técnicas, porém, eles tinham o objetivo de apenas ensinarem a usar as máquinas. As escolas naquela época não tinham a ambição de transmitir conhecimentos sobre o trabalho de uma maneira ampla para melhor capacitação do operário.
No Brasil, até pouco tempo atrás, as escolas falhavam nesse sentido, não incentivam e não cobravam que os alunos pudessem entender realmente o conteúdo de maneira mais critica e abrangente.

Ana Paula, Bianca, Carla, Érica, Jéssica e Marcia.

Nenhum comentário:

Postar um comentário