28 de outubro de 2012

Somos agentes do meio!


A educação pública no Brasil é garantida pela Constituição Federal de 1988, que determina que a escola deve promover o pleno desenvolvimento do cidadão, entretanto a diversificação da qualidade e a exclusão no sistema educacional ainda é uma realidade.
Em tese, o ensino é universal e a escola uma instituição neutra, porém todos sabem que muitas vezes acontece a reprodução das desigualdades das diferentes classes sociais, em que as classes dominantes continuam exercendo sua dominação e os dominados permanecem na situação de oprimidos.
Nesta perspectiva, Bourdieu já disse que a escola não é uma instituição neutra, pois o educando possui um capital cultural diferente, este é constituído de três vertentes o capital social (relações sociais, família); capital econômico (poder aquisitivo, classe social ) e o capital cultural (acesso a cultura, livros, artes). Assim sendo, quando o individuo chega à escola os níveis de conhecimentos e as interações com a sociedade são diferentes. Essas diferenças têm seus reflexos no fracasso escolar que por décadas é realidade no sistema educacional brasileiro.
A criança da classe dominante conta com uma rede de relacionamentos que incentiva a aquisição de bens culturais o que é facilitado pelo poder econômico, ao receber estes estímulos a criança desenvolvesse mais facilmente e ainda conta com as instituições de ensino particular que muitas vezes trabalham com contextos cotidianos daquele educando o que torna significativa a aprendizagem. Em contra partida, a criança oprimida muitas vezes não recebe estes estímulos por parte da família o que torna mais difícil o caminho na construção do conhecimento intelectual.
Desta maneira, o educador tem papel fundamental na desconstrução desta rede de opressão, primeiramente é seu dever conhecer e reconhecer a realidade cotidiana do seu educando e da comunidade escolar, valorizando sua cultura e treinando seu olhar para tornar as aprendizagens significativas e reais, sem esquecer-se de oferta o acesso aos bens culturais diversificados e ampliar os conhecimentos e treinar o senso crítico, assim evita-se que estes sejam apenas pessoas que aceitam imposições e sem inquietações.
O meio social que nascemos influi na nossa construção como ser humano, entretanto não podemos ser somente produto do meio e sim agentes históricos em busca da transformação diária.



                                                                       http://www.youtube.com/watch?v=Z0e7_rUHyBA







                                                                                                                                                     Por Ana, Bianca, Carla, Érica, Jéssica e Márcia.

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