A educação
pública no Brasil é garantida pela Constituição Federal de 1988, que determina
que a escola deve promover o pleno desenvolvimento do cidadão, entretanto a
diversificação da qualidade e a exclusão no sistema educacional ainda é uma
realidade.
Em tese, o
ensino é universal e a escola uma instituição neutra, porém todos sabem que
muitas vezes acontece a reprodução das desigualdades das diferentes classes
sociais, em que as classes dominantes continuam exercendo sua dominação e os
dominados permanecem na situação de oprimidos.
Nesta
perspectiva, Bourdieu já disse que a escola não é uma instituição neutra, pois
o educando possui um capital cultural diferente, este é constituído de três
vertentes o capital social (relações sociais, família); capital econômico
(poder aquisitivo, classe social ) e o capital cultural (acesso a cultura,
livros, artes). Assim sendo, quando o individuo chega à escola os níveis de
conhecimentos e as interações com a sociedade são diferentes. Essas diferenças
têm seus reflexos no fracasso escolar que por décadas é realidade no sistema
educacional brasileiro.
A criança da
classe dominante conta com uma rede de relacionamentos que incentiva a
aquisição de bens culturais o que é facilitado pelo poder econômico, ao receber
estes estímulos a criança desenvolvesse mais facilmente e ainda conta com as
instituições de ensino particular que muitas vezes trabalham com contextos
cotidianos daquele educando o que torna significativa a aprendizagem. Em contra
partida, a criança oprimida muitas vezes não recebe estes estímulos por parte
da família o que torna mais difícil o caminho na construção do conhecimento
intelectual.
Desta maneira,
o educador tem papel fundamental na desconstrução desta rede de opressão,
primeiramente é seu dever conhecer e reconhecer a realidade cotidiana do seu
educando e da comunidade escolar, valorizando sua cultura e treinando seu olhar
para tornar as aprendizagens significativas e reais, sem esquecer-se de oferta
o acesso aos bens culturais diversificados e ampliar os conhecimentos e treinar
o senso crítico, assim evita-se que estes sejam apenas pessoas que aceitam
imposições e sem inquietações.
O meio social
que nascemos influi na nossa construção como ser humano, entretanto não podemos
ser somente produto do meio e sim agentes históricos em busca da transformação
diária.
http://www.youtube.com/watch?v=Z0e7_rUHyBA
Por Ana, Bianca, Carla, Érica, Jéssica e Márcia.
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