12 de setembro de 2012

Que história é essa?



A histografia nada mais é que o registro da história e eventos que foram significativos em determinado tempo e espaço e que podem contribuir para a construção da sociedade já que a história é uma ciência em constante debate em que não existe uma verdade absoluta e está muito distante de ser um ponto de assentimento universal.
São diversas correntes de pensamento, as principais são: o positivismo que traz o conceito que destaca os fatos por sua cronologia, em que as datas meses e anos são mais importantes que a análise critica dos fatos. O marxismo é a corrente em que a origem do seu nome é do sociólogo Karl Marx, nesta perspectiva ele nos apresenta a histografia por meio do estudo econômico com suas lutas de classes e o exame critico da sociedade.
Diante disso produzimos textos sobre á história que nos foi apresentada durante o período escolar ou por meio das mídias sociais e “globais”. Com a seguinte dúvida: SERÁ QUE ACONTECEU COMO NOS FOI PASSADO? E com esta pergunta na cabeça buscamos temas do nosso interesse, que sejam atuais e pertinentes com o eixo norteador do nosso blog.


Independência ou morte?

Dificilmente encontra- se uma pessoa que não reconheça esta famosa frase dita por Dom Pedro I no conhecido grito de independência do Brasil em sete de setembro de 1822 ás margens do rio Ipiranga, entretanto pode-se falar em uma real independência do Brasil ainda nos dias de hoje? Essa independência reflete a condição de vida da população que ainda vive presa a aristocracia fundiária e financeira.
Isto acontece, pois a educação se constitui como um aparelho ideológico do estado para tanto os conteúdos oficiais apresentados no ensino de história procuram atender esse fim. Todavia o conteúdo que nos é apresentado é visto de uma forma eurocêntrica, em que na maioria das vezes a versão dos oprimidos é esquecida e são contadas apenas as histórias dos opressores como grandes responsáveis pela evolução da sociedade, sem considerar as classes trabalhadoras que são essências para construção da história. Como ouvimos diversas vezes durante a nossa aula de história, o professor deve valorizar a história do aluno fazendo com que este torna-se responsável pelo conhecimento e parte da história que estuda. Deste modo segundo Paulo Freire o ensino de história deveria ser visto de forma que "... o saber da História como possibilidade e não como determinação. O mundo não é. O mundo está sendo. Como subjetividade curiosa, inteligente, interferidora na objetividade com que dialeticamente me relaciono meu papel no mundo não é só o de quem constata o que ocorre, mas também o de quem intervém como sujeito de ocorrências. Não sou apenas objeto da História, mas seu sujeito igualmente. No mundo da História, da cultura, da política, constato não para me adaptar, mas para mudar”. Com base na frase acima voltamos as nossas aulas de história sobre a independência do nosso país e com aprendemos este fato.
O “inicio” do Brasil quando os portugueses chegaram aqui, é difícil acreditar que tudo foi passivo. O Brasil já existia. Tinha os seus habitantes, a imposição de uma cultura e de uma língua para os Índios deveria ser constituída como um crime, porém esta imposição ainda vive nas entranhas do povo brasileiro que é submetido a uma educação bancária. No entanto os portugueses foram ”os vencedores” da história e acabaram relatando a exploração do Brasil e dos povos que aqui se encontravam como um ato heroico e cívico.
Para o poder hegemônico formar pessoas critica não é interessante, pois a libertação do oprimido seria um meio para transformação social, colocar o educando como ser responsável pela construção do seu conhecimento pode possibilitar um novo olhar da realidade política e social do país, uma nova visão da desigualdade social gritante e passiva que vivesse. Uma nação que vive em um quadro de desigualdade social e educacional não pode se dizer independente, talvez nessa questão o país optasse pela morte. A libertação do oprimido ainda é uma causa que tem seus militantes e quem sabe no futuro próximo não podemos reverter o quadro de analfabetos funcionais construindo um país com pessoas conscientes e criticas principalmente de seus direitos.



Aplaudir ou protestar?

       Refletindo sobre a Independência do Brasil e a suposta emancipação do país, sugiro que escutem uma música do Gabriel O Pensador que nós faz pensar sobre a real condição em que essa independência aconteceu, e quais as consequências no desenvolvimento do Brasil. 

                                                               
                                                                   http://www.youtube.com/watch?v=QnD5nGEIa7E
     
Por Ana Paula, Bianca, Carla, Érica, Jéssica e Márcia.

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