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Meninos de rua dormem na calçada no centro de São Paulo. Miserere. Foto: Oliveiro Pluviano
Fonte: Revista Carta Capital
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A imagem retrata uma
situação comum no centro da cidade de São Paulo. Crianças abandonadas por suas
famílias e que vivem nas ruas, dormem juntas sobre os respiradores do Metrô
para não passarem muito frio. Esse é apenas um triste retrato de como andam as
políticas publicas que protegem crianças e adolescentes no Brasil.
Crianças desamparadas
tornam-se alvos fáceis de marginais e aliciadores e podem se envolver em
trafico de drogas, roubos e outros delitos. Investimentos em projetos sociais é
a melhor maneira para tirar essas crianças das ruas e da mira de bandidos.
Investir em escolas de
qualidade, cultura e esportes podem fazer com que crianças encontrem um caminho
de lhes deem dignidade. Não é preciso gerar craques no esporte, cantores ou
artistas de sucesso que ganham muito dinheiro e ficam milionários para o
projeto social ser bem sucedido. Basta dar dignidade, tirar essas pessoas das
ruas e fazê-las se sentirem uteis e produtivas para que as vidas delas se transformem.
Quando um adolescente cai
na vida da criminalidade ou das drogas, por exemplo, elas precisam de
tratamento que demandam altos investimentos e sem retorno garantido, uma vez
que é muito grande a possibilidade desses meninos virarem reincidentes porque
essas fundações de recuperação não trabalham de forma correta.
Os adolescentes quando
entram nessas instituições de recuperação para voltar à vida em sociedade
precisam ser auxiliados por profissionais qualificados em diversas áreas, como
auxilio por psicólogos, pedagogos, entre outros profissionais, e não apenas
ficarem jogados e tratados como marginais irrecuperáveis. Todo esse tratamento
custa caro aos cofres públicos, por isso, a necessidade de recuperarem essas
crianças e adolescentes antes de caírem nas diversas formas de criminalidade
com fortes políticas preventivas, como investimentos em cultura, educação e
esportes para essas crianças menos favorecidas, pois, a prevenção é sempre
muito melhor e mais barata que a correção desses indivíduos.
O Estatuto da Criança e do
Adolescente garante esse direito a essas pessoas, basta o poder público olhar
com mais carinho e garantir que esses direitos sejam cumpridos, porque as
crianças e os adolescentes representam o futuro da sociedade, e quanto melhores
capacitadas nesse período de suas vidas, melhores serão os adultos de amanhã.
Por Ana Paula, Bianca, Carla, Érica, Jéssica e Márcia.

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